Sobre

Co.lab (Colírio Laboratório)

Em meio à tantos retrocessos dentro do campo acadêmico e artístico no Brasil, encontramos pessoas que se conectam em uma ação direta (sem mediação) e prática de autonomia.

Nesse cenário o Co.lab (CoLab/Colírio Laboratório) se destaca como um espaço de pesquisa e prática envolvendo processos filmicos e laboratoriais. O eixo principal do grupo, formado por artistas e pesquisadores, é a preservação e a prática experimental relativa ao celulóide (argênteo).

A existência desse laboratório pode ser compreendida como a afrmação de um posicionamento politico em relação à forma-cinema.

Para os seus integrantes, o conhecimento técnico relativo aos processos que envolvem o suporte flmico deve passar por artistas/cineastas que desejam trabalhar com este material. “Acho que o flme hoje – no contexto do sul global ou precariado global- se apresenta como uma chance para encarar de frente nossa precariedade radical, como diria a Lina Bo Bardi” diz Ж em uma entrevista.

I.e insistir em seu uso é se deparar com uma rede socio-técnica complexa que envolve instituições falidas ou em processo de desmonte, ou no caso Brasileiro organizadas por  modelos neoliberais em que OS “gestionam o espaço”(Cinemateca Brasileira, por exemplo); saberes técnicos e materiais em desaparição e acervos,coleções inacessíveis.  É uma persistência que anima uma denúncia do estado do mundo em simultâneo a um anúncio de possibilidades ainda existentes.” afrma Ж, um dos participantes do Co.Lab.

A idéia de ter um grupo organizado, portanto, é dar espaço para a vazão de parceiras entre artistas e para a trocas de saberes.

Ainda de acordo com os seus integrantes, outro importante objetivo é a abertura de um laço de criação e distribuição de materiais entre redes de laboratórios da América Latina, Asia, Oceania, Europa e o Brasil. Em suma, o Co.lab contribui para o exercício da atividade artística como ato comum.

Moema Pascoini, 2016 (Escrito para  publicação ABPA)

Contato:  co.lab.brazil at gmail.com